terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ahh, crianças!

Ahh, não resisti!
Estava navegando por aí até que encontrei a FILHA DO DANI FILTH.
Sim, o Dani, do Cradle of Filth! Quem imaginaria, hem!
Se bem que, pela pose, o crachá e as roupas, não se espera que seja filha de alguém muito diferente.
O que será que ela pediu ao "Bom Velhinho"?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Só um bate-papo.

Fones nos ouvidos, a luz apagada e a luminária tentando suprir a falta dela sobre a folha A2 logo atrás de mim.
Notebook no colo (a escrivaninha já não comporta nem mais uma agulha), pernas sobre a cama, companheiro de quarto dormindo e o ventilador bufando. Afinal, estamos em Santa Maria! Acima do telhado das Lojas Benoit, a lua. Bonita, por sinal. Não tanto como na noite de sábado, mas ainda assim, bonita.
Depois de três dias simplesmente "atolado" em trabalhos e estudos, decidi matar a saudade do blog. Nada de assuntos polêmicos ou sérios.

Estou me sentindo um estudante de arquitetura (longe de mim essa realidade), com duas plantas da mesma fábrica sobre as mesas - uma em tamanho A2 e outra A3. Uma localiza, outra descreve.
Mas eu não sou um estudante de arquitetura, poxa! As provas estão aí pra tirar o sossego e eu perco dias desenhando... É brincadeira!
Ainda por cima, amanhã é dia de acordar cedo só pra ir até a UFSM entregar os tais desenhos e voltar pra casa, quando começa mais uma maratona para as duas provas de quarta. O sorteio eu faço amanhã mesmo. "Cálculo ou Física: qual estudar?"
É, a doce ilusão da diversão sem limites na Universidade já se foi! (Tá, ela não existiu, eu confesso. Não, sabendo que cursaria engenharia).

Tudo bem, é a última semana de provas, o Natal está chegando...
Ahh, o Natal! Ontem mesmo foi o de 2007!
Caramba, acho que a cabeça constantemente ocupada não deixa parar pra perceber que o tempo passa. Por incrível que pareça, ele passa.
Um ano na faculdade. Um ano longe de casa,...
E só de pensar que vou poder voltar a postar com o marcador "postagens de férias." já me sinto bem.

E por falar em Natal, hoje foi dia de prova. E de amigo secreto no DA do CT.
Claro que o pessoal da engenharia química não deixaria o ano encerrar sem uma "brincadeirinha" na sinuca do CT e presentes.
Ah! E os discursos, é claro!
Feliz foi quem pôde presentear algum bom amigo. Ahh, e como eu fui feliz dessa vez!
Presenteando e sendo presenteado por dois dos amigos mais importantes que fiz em 2008.
Espero que a Dirléia tenha gostado da referência feita a ela e do presente, claro, da mesma forma que foi do meu agrado da parte do César em relação a mim.

Agora é a vontade de voltar pra casa. E a saudade antecipada da cidade que já adotei e o ambiente das aulas da engenharia.
Tá bem, de Santa Maria não sentirei saudade pelo menos por um mês ainda. Eeessa gente doida que não se contenta com pouco sofrimento e se inscreve no vestibular para outra engenharia...

Bem, mas como o tempo não parou nesse período em que eu postava, devo voltar das férias para a minha queridíssima semana de provas.
Agora a dúvida é...
Estudar cálculo, física ou terminar os trabalhos de desenho técnico? Afinal, 1 da manhã é hora de (re)começar os estudos!

De fato, queria mesmo avisar que ainda estou vivo e lembro a senha de acesso ao Blogger.
Tenham todos uma boa semana e rezem para que eu saia dela ainda em condições de fazer algumas sinapses! (É realmente necessário).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Enchentes em SC: "Não são castigos divinos, mas bem humanos."


FONTE: G1 (g1.globo.com)
Enchentes em SC 'são reflexo de mudanças na Amazônia', diz 'Clarín'
Sistema de formação de nuvens e chuvas na floresta foi alterado, diz jornal argentino.

As enchentes em Santa Catarina, que mataram dezenas de pessoas e deixaram milhares desabrigadas, são sinal de que o impacto do aquecimento global sobre a Amazônia já está tendo um reflexo sobre o clima da América do Sul, diz artigo na edição desta terça-feira (25) do jornal argentino, "Clarín".
"As tempestades em Santa Catarina, simultaneamente às fortes secas no Chaco, em Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé e Córdoba" são citados pelo artigo como reflexos de mudanças na Amazônia.
O Clarín ouviu dois especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) para explicar o fenômeno.
Segundo o jornal, "o físico Antônio Ozimar Manzi afirmou: 'Esta zona (que inclui a selva no Brasil e mais outros oito países da região) é a principal fonte de precipitações na região'. E tudo o que acontecer modificará de maneira decisiva o clima no sul e no norte da América do Sul".
Paulo Artaxa, também ouvido pelo jornal argentino, explica que "no céu da Amazônia há um sistema eficaz de aproveitamento do vapor d'água (...) mas a fumaça dos incêndios florestais altera drasticamente este mecanismo: diminui a formação de nuvens e chuvas em algumas regiões e aumenta as tempestades em outras".
O Clarín conclui que "não é de se estranhar fenômenos como as inundações de Santa Cataria quanto a seca no norte, centro e leste da Argentina".
"Não são castigos divinos, mas bem humanos."

sábado, 29 de novembro de 2008

A Amazônia e os Governantes (REVOLTANTE!).

IMPORTANTE! LEIAM TAMBÉM O POST ABAIXO DESTE. ;)

O texto abaixo foi retirado do blog do greenpeace. (Publicado em 15/11/2008)

“… Lá em Goiás, por exemplo, os agricultores tiveram até que matar um fiscal do trabalho…”

A frase acima, digna do noticiário policial, foi dita semana passada, pelo Deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), durante apresentação de um estudo da Embrapa no plenário 08 do anexo III da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado, os agricultores daquela região estariam sendo muito pressionados por fiscais do trabalho, instituições financeiras e por ambientalistas. Frase infeliz, que não apenas tenta justificar o injustificável, como também coloca no mesmo saco assassinos e produtores rurais, estes, responsáveis por quase ¼ do PIB do país e que não merecem tal sentença.
O festival de truculência, porém, não parou por aí. Ocorre que o estudo apresentado (transformado em mantra por vários deputados do setor ruralista), é muito contestado, não leva em consideração vários aspectos legais, e sua metodologia o leva a criar uma visão totalmente desvirtuada da realidade. Por esse motivo, a Câmara dos Deputados também convidou André Lima, advogado associado do IPAM, que já teve passagens pelo Ministério do Meio Ambiente e Instituo Socioambiental (ISA), para fazer o contraponto.
Após as apresentações dos palestrantes, o que se viu foi um comportamento vergonhoso de muitos dos deputados ali presentes. Abaixo, algumas frases disparadas no encontro:

“Esse senhor que se apresenta aqui, André Lima, é sorrateiro, age por debaixo dos panos. Quem é você? Seus reais interesses ninguém conhece… Para poder falar, essa gente deveria se candidatar. Vai ser Presidente, Deputado…” Deputado Valdir Collato (PMDB-SC), estendendo calorosas boas vindas ao André Lima, convidado da Câmara que teve a ousadia de contestar tecnicamente algumas informações do estudo que agrada ao Sr. Deputado.

“A maioria das reservas minerais do país estão em TI’s (terras indígenas). E essas TIs são criadas pelas ONGs, que apresentam para o governo tudo pronto, mastigado. Qual o interesse desse pessoal? Eles atrapalham o desenvolvimento do país. Esse tal de CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), por exemplo, ele cabresta nossas atividades, quem são esses para dizer o que pode ou não ser feito?” – Novamente o deputado Heinze, enaltecendo a competência e capacidade do governo federal na tomada de decisões e denunciando uma grande conspiração contra nossa economia.

“Essas ONGs que vêm de fora dar palpite deveriam ficar fora (?). Aliás, essa discussão do código florestal, que atrapalha o país, deveria ser feita aqui, acabar com essa coisa de GT (Grupo de trabalho interministerial, onde participam os Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Casa Civil), onde só se diz besteira…”- Moreira Mendes (PPS/RO).

“Existem 100.000 ONGs na Amazônia. Qual o interesse desse pessoal? Temos que ver direito o que eles querem…” – Valdir Collato, cuja sagacidade matemática dá uma importante contribuição para o programa de geração de empregos no país. Se cada ONG na Amazônia empregasse 10 pessoas, elas seriam uma das mais importantes geradoras de emprego na região – e do país!

Aliás, para quem se interessar, foi tudo gravado pelo serviço de imprensa da Câmara. Em caso de exibição, aconselha-se tirar as crianças da sala.

A Amazônia e a Internet.


O orkut evolui, adquire diversos recusros e aplicativos. Até há poucos dias, não passava de puro entretenimento.
Porém, enquanto assistia ao Jornal Hoje, da Rede Globo, descobri que a internet (e o orkut) está atacando como pode a devastação da Floresta Amazônica. Ao fim do programa, foi indicado o site http://www.globoamazonia.com/, através do qual o internauta pode interagir e ajudar a combater essa destruição em casa.
Me chamou a atenção o fato de poder "fiscalizar", através do próprio computador, muitos crimes ambientais que ocorrem na Floresta, como o desmatamento e as queimadas. É possível também adicionar um aplicativo chamado Amazônia.vc no orkut, o que facilita o manejo e ajuda também a "espalhar" a idéia entre os amigos.
Através de imagens de satélite, é possível visualizar as queimadas e os focos de desmatamento por parte de pessoas ou empresas que exploram a região sem responsabilidade alguma. As informações são atualizadas com freqüência, com a ajuda dos dados publicados pelo INPE (sim, o mesmo que tem uma "base" na UFSM).
Através de um mapa no estilo Google Earth (e de fato é do Google), é possível, além de visualizar as queimadas e desmatamentos, protestar contra eles. Existe, inclusive, um ranking de usuários que mais protestaram.

É difícil acreditar que protestos assim e um aplicativo do orkut vá fazer milagres e salvar de vez a maior floresta tropical do mundo, a qual possui nada menos de cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados, mas é a hora de acreditar que nós podemos mudar isso!
Pense bem...
Nesse mesmo aplicativo, o INPE registra que, nas últimas 24 horas, ocorreram 1.046 queimadas na região amazônica, e a área desmatada desde setembro foi de 587 km².
É, no mínimo, revoltante.

Observando o mapa, percebi que o Maranhão, relativamente distante do centro da Floresta, apresenta uma das maiores áreas de desmatamento de toda a região. E não é coincidência: pesquisando os fatos, descobri que nesse estado os crimes desse tipo têm aumentado significativamente.
Ainda assim, as pesquisas apontam uma boa melhora! E isso se deve, é claro, à consciência e a vontade de lutar das pessoas que antes não ligavam pra isso e não acreditavam que era possível mudar.
Eu acredito que esse aplicativo traga mudanças, ainda que a longo prazo. E quem ainda não abriu os olhos, aconselho que visite o site e use o orkut pra algo útil como isso, e veja o que está acontecendo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tempo de mudanças ou retrocesso?

Parece que nunca antes uma eleição presidencial mexeu tanto com o mundo todo. Devo confessar que já não aguentava mais ouvir falar sobre o assunto todos os dias, em todos os jornais do país. Me perguntava sempre "o que é que eu tenho com isso?".
Ainda que isso estivesse enjoando, é bem certo que o rumo do mundo inteiro vai ser definido nas urnas americanas nesta terça-feira.
Ainda que eu tenha praticamente certeza que muita sujeira vai surgir aí, tenho uma certa esperança de que alguma coisa mude pra melhor naquele buraco.
Obama x McCain:
De um lado, a esperança de um país novo, com idéias novas e responsabilidade. De outro, a seqüência de tudo o que um lunático deslumbrado com o poder criou até hoje; mais irresponsabilidade, mais preconceiro, mais guerra.
É complicado esperar alguma coisa do povo norte-americano, ainda mais quando se trata de decidir o futuro do mundo inteiro, mas... Vamos dar nosso voto de confiança.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Symphony No. 9


Há pouco estudava cálculo, quando resolvi tornar tudo mais interessante.
Então, resolvi fazer algo que há tempos não fazia: coloquei os fones nos ouvidos e me pus a ouvir a 9ª Sinfonia de "cabo a rabo".
Não sabia se me admirava mais com a matemática que o Anton 2 me apresentava ou com a genialidade da composição. Antes que alguns gritem "NÃO COMPARE BEETHOVEN COM MATEMÁTICA", digo que, pra mim, os cálculos não devem em nada quando comparados a qualquer tipo de arte, mesmo a música.
Não podia deixar de postar aqui alguma coisa relacionada a essa verdadeira obra-prima.
Vejamos o que a Wikipédia nos diz:

A sinfonia nº 9 em ré menor, op. 125, "Coral", é a última sinfonia completa composta por Ludwig van Beethoven. Completada em 1824, a sinfonia coral mais conhecida como Nona Sinfonia é uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica, e uma das grandes obras-primas de Beethoven.
A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do
poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado por solistas e um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha se utilizado da voz humana com o mesmo destaque que os intrumentos, numa sinfonia, criando assim uma obra de grande alcance, que deu o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos.
A sinfonia nº 9 tem um papel cultural de extema relevância no mundo atual. Em especial, a música do último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria", foi
rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Européia. Outra prova de sua importância na cultura atual foi o valor de 3,3 milhões de dólares atingido pela venda de um dos seus manuscritos originais, feita em 2003 pela Sotheby's, de Londres. Segundo o chefe do departamento de manuscritos da Sotheby's à época, Stephen Roe, a sinfonia "é um dos maiores feitos do homem, ao lado do Hamlet e do Rei Lear de Shakespeare".
Foi apresentada pela primeira vez em
7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro, e Beethoven - dissuadido da regência pelo estágio avançado de sua surdez - teve direito a um lugar especial no palco, junto ao maestro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Do gênio.


Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Vinícius de Moraes

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A quem já causou dor.

Que caminho segues? Não vem com "pegar à esquerda, depois sempre em frente". Que caminho segues?
Conheço bem as sinuosas linhas de teu destino obscuro. Por que caminhas tanto se teu destino é o vazio?
Não, tu não choras. Disso eu sei. Ris de quem chora a dor que tu trazes às suas mentes. Ri, lunático! Destrói a expressão de quem um dia sorriu. Desde a base até os dentes expostos.
Agora sente o que trouxe os gritos de desespero. Sente a dor de cada pescoço por ti pisado enquanto crescias às custas de quem sofria.
Ri, lunático, do teu Fim que se aproxima!

D.N.



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Aos que esperavam correção e estética, desculpe. Não passa de um desabafo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eloá, mídia e polícia.

Mais uma vez, fiquei indignado com a mídia brasileira. Definitivamente, é impossível entender qual é o papel dela e seus interesses.
Quando surgiu a história do seqüestro, eram interesses diversos de todas as partes.
A mídia, como sempre, contrariando. Perguntam em todos os programas de televisão: "Por que a polícia não atirou no seqüestrador?".
Eu tenho algumas respostas...
Nenhum policial quer ficar atrás das grades, por conta da incerteza enorme que existe aqui em relação a quem deve ser julgado e condenado.
Ainda que não fosse preso, profissional nenhum quer arriscar ser afastado da função tendo (provavelmente) uma família para sustentar.
A justificativa do comandante da operação considerava o fato de o criminoso ser jovem, sem antecedentes criminais e estar "apenas" perturbado emocionalmente.
Aí a imprensa caiu em cima, dizendo que isso não era justificativa, e vendo milhões de maneiras de os policiais atirarem no rapaz.
Agora, imaginemos que a polícia tivesse o matado, e a garota estivesse bem.
O que a mídia diria?
Não há dúvida alguma que o "Fantástico" gritaria aos ventos:
"Polícia abusa do poder e mata jovem de apenas 22 anos, sem antecedentes criminais, abalado por uma desilusão amorosa!".
Vai entender. É por isso que a mídia brasileira tanto me irrita. Parece que o papel do jornalismo que impera aqui é simplesmente "colocar lenha na fogueira", jogar o público contra tudo e todos!
Assim como ocorreu, querem destruir a polícia por não atirarem. Se atirassem, esse seria o problema.
Enfim, acho mesmo que isso foi uma lição. É óbvio que ninguém ia comprometer a própria carreira matando um rapaz que depois provavelmente acabaria sendo defendido por puro esporte.
Isso tudo sem contar que o policial poderia estar no lugar do criminoso, ou no olho da rua.
Que a justiça aprenda, com isso, a julgar como se deve e (nisso se inclui a mídia) defender quem merece.
Só podia dar nisso, em um país onde a mídia brinca de manipular quem bem entende.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

EQ em Trio: Nascimento.

Depois de algumas brincadeiras com o violão em alguns encontros da turma da Engenharia Química, surgiu a idéia de levar a música mais a sério e formar o EQ em Trio.
Após um bom tempo me apresentando sozinho, com violão, voz (e coragem), me uni a Dirléia Lima e Marlon Soliman, colegas, em um projeto onde pretendemos, acima de tudo, experimentar. E ousar!
A idéia é basicamente utilizar elementos característicos de cada um de nós, e dar uma cara nova ao que vamos tocar, e não simplesmente tocar o que já existe tal qual foi feito.
De Caetano a Elis Regina, mostraremos quem somos, através das latentes influências que vão do metal à mpb.
Como em poucas vezes, a música será tratada novamente como arte.
A primeira apresentação do Trio será na noite de 08/11 (sábado).
Maiores informações serão postadas aqui nos próximos dias.

EQ em Trio é:
Diego Neves - Voz, violão e percussão
Dirléia Lima - Voz
Marlon Soliman - Violão, cavaco e percussão

Falando em música brasileira...

Ontem, tive a oportunidade (e a felicidade) de conhecer o trabalho solo de Rafael Bittencourt, renomado guitarrista brasileiro, conhecido pelo seu trabalho no Angra, ao lado de Kiko Loureiro.
Além de um guitarrista excepcional, se mostrou sempre como o "cérebro" do Angra, principalmente depois da saída do Andre. Todas as melhores composições da banda têm, com certeza, uma marca da genialidade do Bittencourt.
Todas as letras do álbum Temple of Shadows (incluindo toda a trama envolvida), pra mim, é a obra-prima dele. Simplesmente impecável.
Do mesmo modo, classifico Brainworms - I. Nesse disco, ele grava inclusive os vocais, os quais são muito bons, por sinal. Sim, há músicas instrumentais também, claro!
Destaco principalmente a faixa denominada Primeiro Amor. Instrumental, apenas com um violão. Lindíssima, eu diria. Tudo bem, alguém apaixonado por violão é bem suspeito pra falar.
Mesclando simplicidade e genialidade, Rafael Bittencourt provou que os poucos bons exemplos que ainda temos na música brasileira ainda podem fazer diferença.
Álbum recomendadíssimo.

domingo, 19 de outubro de 2008

O que houve, Música Brasileira?


Há pouco, passei por uma comunidade, no orkut, em homenagem à MPB. Como tenho costume, comecei a visitar alguns tópicos do fórum.
Não poderia ser diferente. Percebi que estou longe de estar sozinho quando vi a pergunta: "O que aconteceu com a música?".
De fato, é complicado explicar. Vamos, primeiro, nos limitar à música brasileira.
Quem, cerca de 20 anos atrás, imaginou que "artistas" como o Latino ou a Joelma (para não citar aberrações do tipo Tati quebra-Barraco) seriam considerados ícones da música brasileira?
Sem pensar, outra: é uma questão de gosto ou virtude?
É complicado saber o que veio antes: a música ruim ou o mau-gosto dos brasileiros.
Simplesmente deixamos de lado a música como arte, considerando apenas a distração ou mesmo as risadas que elas provocam em alguns indivíduos. Hoje está virando motivo de orgulho para certas mães ver seus "ricos" filhinhos, ainda aprendendo as primeiras palavras, cantando o último sucesso do funk nacional e rebolando feito uma enguia com coceira. Bonito mesmo é o "Vai lá fi-inha, rebeeeenta!".
Vergonha.
Da mesma forma que a mulher brasileira já foi vulgarizada frente a outros países (assunto que penso em abordar futuramente), a música tomou o mesmo rumo. Agora é lei: estrangeiro só quer "Wronaldinhow, sámba e mwulata". É o Brasil, gente!
Voltando...
Não, não queria mesmo ter nascido em épocas anteriores, mas é até decepcionante ter que me contentar com materiais antigos do tempo em que a música brasileira ainda existia na voz da Elis, e a dupla Vinícius de Moraes e Tom faziam ainda o que entendemos por arte.
O que mudou na cabeça das pessoas nesse meio-tempo? A culpa é dos músicos? Da falta de valores das pessoas? Da internet? Da franjinha colada na testa e dos All Stars quadriculados?
Complicado dizer. Na verdade, é complicado escolher apenas uma causa.
O fato é que a verdadeira essência da música brasileira está morta, enterrada e praticamente esquecida.
Ressucitá-la? Só recomeçando do zero. Outras pessoas, outros músicos, outro mundo, quem sabe.
Definitivamente, a garota de ipanema criou rugas, os seios estão arrastando no chão e as celulites já lhe deram uma bela forma de maracujá de gaveta.
Sinceramente, não tenho esperanças de ouvir arte nova daqui pra frente. Quando as poucas vozes verdadeiramente cheias de talento que ainda restam silenciarem, esqueçam. A suprema arte estará infinita e definitivamente longe dos nossos ouvidos.

Integrais & Cafeína no Orkut!

Há pouco, foi criado o perfil do blog Integrais & Cafeína no Orkut.
Muita coisa a ser discutida vai muito além do espaço destinado aos comentários na página.
Com o intuito de aproximar o blog dos leitores, o I&F está agora em http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=17290185017648534431
Join ;)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Menos tempo. Mais obrigações.

Como vocês devem ter notado, ando um pouco ausente. As postagens diminuíram consideravelmente, no mesmo ritmo que os comentários também foram reduzidos.
Não, não se trata de um protesto. Heheh
Como já era esperado, a engenharia está "apertando" pra valer, e o tempo para qualquer coisa está cada vez mais curto. Física II, Físico-Química B, Cálculo B, Química Inorgânica e mais algumas coisinhas adoráveis estão assombrando o pessoal da EQ.
Nada fora do esperado, claro. Porém, o blog (e muitas outras coisas importantes) estão sendo deixadas de lado por conta disso.

Então eu me pergunto: vale a pena? Deixar coisas importantes de lado para alcançar um objetivo relativamente distante é certo? É correto deixar de viver por isso?
A resposta vem daquele jeitinho, com o insistente (e não menos irritante) "não sei".
Ainda assim, sabendo ou não, já me sinto obrigado a agir assim.
Sinceramente, ainda não pude parar e refletir se isso tudo está fazendo bem. Menos ainda, se vai valer a pena.
Tudo bem. Os maiores gênios não descansaram até que conseguiram deixar alguma marca na história. Se foram felizes, não sei. Mas foram reconhecidos.
É por isso que vou ter que obedecer a mim mesmo quando minha consciência repete "cala a boca, esquece tudo e faz o que deve ser feito".

domingo, 12 de outubro de 2008

Curto e grosso:

Logo após as eleições, corri pra saber como foram as coisas em Santiago.
Fiquei faceiro feito todo o criaredo no dia de hoje quando soube que o Davi, o grande Davi lá do Chama Nativa, foi eleito.
Mas quando vi quem foi mais votado por lá... Barbaridade!
Já ouvi dizer milhões de vezes "tal pai, tal filho".

Que se abra uma exceção, pelo amor de Deus!

David Gilmour says:


“Nós nunca fomos os músicos mais proficientes. Quando a banda começou, o Pink Floyd não tinha grandes músicos de blues. Na verdade, nunca nos tornamos músicos perfeitos e é isso que o impulsiona a tentar outras coisas”.

David Gilmour

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"Se A é um sucesso na vida, então A=x+y+z. x é trabalho, diversão é y e z é manter a boca calada."

domingo, 5 de outubro de 2008

Curral dos Poetas: Imprensa de Brinquedo.


Há pouco, fazia meu tour pelos blogs santiaguenses à procura de informações a respeito das eleições na cidade. Resolvi procurar algo no blog do João Lemes, do jornal Expresso Ilustrado.
Foi então que voltei a refletir a respeito da imprensa santiaguense.
Através do post que fala a respeito dos candidatos a vereador e uma charge apresentados na página, notei a clara intenção "escondida" por ali. Ok, nada mais normal do que apresentar a própria opinião em uma página pessoal.
Ainda assim, esse tipo de manifestação por parte de um representante de um jornal de certa expressão na região me fez lembrar como se faz notícia em Santiago. Sim, eu disse FAZ!
Santiago continua com seu neo-coronelismo latente, mesmo que o resto do mundo tenha evoluído. Quem grita (ou paga) mais, leva todo mundo na conversa e faz todos acreditarem em qualquer coisa.
Jornalismo é algo que ainda não vi nascer nessa cidade, afinal o jornal mais expressivo de lá simplesmente ainda não aprendeu a dar notícia. É realmente de indignar que ainda muita gente se preste a absorver qualquer coisa que aquelas páginas apresentem.
Se perguntando o porquê da minha afirmação? Pode ser mais óbvio que as próprias palavras escritas no jornal Expresso Ilustrado?
A palavra "imparcial" com certeza não passa pela cabeça do(s) administrador(es) desse jornal, que consegue noticiar "puxando para o seu assado", defendendo interesses pessoais e deixando de lado, muitas vezes, o compromisso com a verdade. Os santiaguenses ainda se deixam levar como um rebanho, sabendo só o que é de interesse de quem deveria simplesmente informar. Afinal, o que tem na cabeça quem, através do seu jornal, compra briga com a própria Brigada Militar?
As manchetes que acompanhei nessa época beiravam o ridículo, e as provocações e acusações sem fundamento não passavam de pura "birra", já que atacavam a instituição através de alfinetadas a respeito até mesmo da vida do comandante. É a velha tática infantil de tentar derrubar ridicularizando. Sobre as charges, não preciso comentar. Opa! Jornal RIDICULARIZANDO? Só em Santiago mesmo...
Esse é só um exemplo do que eu vejo seguidamente no meio dessas "notícias" todas que o Expresso nos apresenta toda semana.
Todo mundo tem mania de falar sobre a Globo, que manda e desmanda por aqui. Aos que não conhecem Santiago, eu apresentaria a imprensa local. Certamente a Globo ficaria no chinelo no assunto "manipulação".
Ainda há coisas que salvam o jornalzinho ali, como algumas colunas soltas lá no meio. Se não fossem as palavras do também blogueiro Froilam (entre um ou dois outros colunistas), jamais passaria os olhos pelo Expresso em todos esses anos.
Sempre fui a favor da liberdade de expressão, mas quando um jornal expressivo usa (e manipula) notícias para defender interesses do próprio dono, chego a defender que a imprensa do tipo seja calada. Afinal, depois que a internet chegou no Boqueirão, quem precisa ser levado por um jornalzinho local?
É uma pena que o jornalismo sério esteja ainda tão longe de Santiago. Se tem alguma coisa que merece estar no "mal na foto", é o jeito santiaguense de manipular a população através da mídia claramente direcionada e manipulada por poucos de "costas quentes".
Basta alguém que realmente saiba o que é jornalismo chegar em Santiago para que o João Lemes Ilustrado vire nada mais que cinzas nas lareiras de Santiago.

Aos que se mordem de raiva e se imaginam me mandando fazer melhor... Paguem pra ver! ;)

sábado, 27 de setembro de 2008

Tautologia (?).


Um dia desses, abri minha conta no hotmail e me deparei com uma mensagem da professora Silvânia Colaço, da qual tive a honra de ser aluno no 3º ano do ensino médio.
Meio ressabiado com essa coisa de vírus nos e-mails, abri o que ela havia enviado, e percebi que se tratava de certos vícios de linguagem muito comuns. Certamente, ouvimos diariamente expressões como as que mostrarei em seguida.

Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito.

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
Verifique se não está caindo nesta armadilha.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Motivos para cursar ENGENHARIA.


A quem diz que engenharia é coisa pra louco e me pergunta o que me levou a cursar, tenho algumas respostas. O texto abaixo foi retirado do jornal Zero Hora.
Só não vale ler só a parte da remuneração ;), pois quem não gosta MUITO, não faz.

Descubra o seu motivo para cursar Engenharia

O Rio Grande do Sul oferece 30 opções de especialidades para o engenheiro. E, no próximo inverno, deverá estrear mais uma: a Engenharia Acústica, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). As possibilidades são muitas para quem deseja seguir a profissão que está em alta no Brasil. Com a economia em crescimento, o engenheiro ganha espaço em muitas áreas. Abaixo, confira algumas oportunidades em setores de destaque no Estado.

Construção civil está em alta
A Engenharia Civil é a estrela do momento. A mais tradicional especialidade está protagonizando o novo boom da carreira com o aquecimento na área habitacional. No Estado, o número de registros de responsabilidade técnica atinge números históricos. Em julho, os engenheiros civis realizaram mais de 29 mil anotações. O profissional está envolvido em todo tipo de obra e, além de edificações, atua nos setores de transporte, recursos hídricos, saneamento e geotecnia para a construção de fundações, encostas, aterros para grandes estruturas. Para o Rio Grande do Sul, estão previstos investimentos em rodovias e em outros setores da economia que garantem inserção do engenheiro civil, formado por 14 instituições gaúchas: Furg, IPA, PUCRS, UCPel, UFRGS, UFSM, Ulbra, Unijuí, Unipampa, Unisc, Unisinos, UPF, Urcamp, URI.

Energia para o futuro
Duas universidades públicas do Estado (Uergs e Unipampa) oferecem o curso de Engenharia em Energia. A especialidade deverá estrear na UFRGS em 2010. O currículo prevê o atendimento ao desenvolvimento energético do país, que precisa buscar opções adequadas de geração, uso, operação, manutenção e gestão de energia. O profissional também é formado para se destacar no planejamento de sistemas que se utilizam de energias renováveis como eólica, solar, biomassa, oceânica, hidrogênio e outras. A Engenharia Elétrica da Unisinos acaba de criar a ênfase em sistemas de energia, que proporcionará uma formação especializada na área, abordando a geração do uso eficiente em 13 disciplinas específicas.

Controle e automação para a produção inteligente
O curso estreou na UFRGS em 2008. A novíssima graduação da mais tradicional escola de engenharia do Estado reúne conhecimentos da Elétrica, Mecânica e Computação. Além da robótica, as inúmeras aplicações da automação oferecem trabalho na indústria, na agricultura e nos diferentes setores que precisam qualificar processos, oferecer serviços ou criar produtos inteligentes. O curso é oferecido por outras quatro instituições no Estado: PUCRS, Furg, UCS e Centro Universitário Univates

O petróleo é brasileiro
A Ulbra criou este ano o primeiro curso em Engenharia de Petróleo do Estado. O mercado busca engenheiros nessa área para atender ao grande crescimento da produção no país. O campo de atuação envolve todas as atividades de exploração, produção, elevação e escoamento de petróleo e gás. As recentes descobertas de petróleo aceleram a busca por engenheiros especialistas, que podem ter formação em outras áreas. A demanda do setor é maior do que o número de profissionais no mercado brasileiro. O porto naval de Rio Grande amplia a área de trabalho do Rio de Janeiro, onde estão 70% dos campos petrolíferos.

Incentivo para metalurgia
O grupo Gerdau duplicou as bolsas de estudos oferecidas ao alunos de Engenharia Metalúrgica (de quatro para oito). A UFRGS oferece o único curso do Estado. No próximo vestibular, a universidade abrirá 60 vagas, 10 a mais do que este ano, o que mostra também a necessidade de mais profissionais no mercado. Para os oito primeiros colocados no vestibular 2009, a maior empresa de siderurgia do país garante uma bolsa-auxílio inicial de R$ 450 que pode ser estendida até a pós-graduação. Para o engenheiro metalúrgico, o grande filão é o setor siderúrgico, mas há boas oportunidades no automotivo e no petrolífero.

O futuro na agroindústria
Em uma ação inédita, governos federal, estadual e municipal se uniram no Rio Grande do Sul para o lançamento de dois cursos de Engenharia em 2009. A oferta está na área da agroindústria, seguindo uma das vocações do Estado. Os cursos serão sediados pelo município de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, ministrados pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg), com apoio da Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia. Os futuros engenheiros poderão optar por currículos voltados para indústrias alimentícias ou para a agroquímica. A pesquisa de mercado que aprovou os novos cursos listou 42 municípios com indústrias no setor e bom campo de trabalho na região.

Remuneração
Para todas as áreas, o engenheiro tem o piso de seis salários mínimos por seis horas de trabalho. Para oito horas, a remuneração mínima é de nove salários no Estado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Escrever direito.

Tudo bem, eu sei que não sou lá a correção gramatical em pessoa. Aliás, acho que a engenharia me distanciou tanto das palavras que penso que não tenho mais a mesma habilidade com elas em relação aos últimos anos, quando tinha tempo para escrever e "afinar" meu vocabulário.
Definitivamente, escrever não é como andar de bicicleta.

Ainda assim, como cidadão indignado com o vocabulário de boa parte da população brasileira, vou falar um pouco do assunto.
Ainda hoje, enquanto ouvia músicas no Windows Media Player, me deparei com a página inicial de um site de letras de músicas, no qual havia um fórum. Em um dos tópicos falava sobre o fato de o SBT ter noticiado a morte de Ozzy Osbourne por engano.
Até aí, normal. O problema foi decifrar o que o cidadão que havia postado o tópico queria dizer. Era realmente vergonhoso.
Tudo bem que a língua portuguesa é considerada uma das mais complexas, comparando com a inglesa ou a espanhola, mas viver aqui e não ter a mínima noção de como expressar uma idéia através da escrita é demais!
A imagem acima foi colocada como resposta no tópico por um dos participantes do fórum. Aliás, esse não foi o único a responder dessa maneira.
Outro exemplo é o fórum de uma comunidade do Orkut dedicada a "detonar" o Bush.
Em um tópico denominado "#eu amo os eua#", o autor de manifestou:
"o brasil e muito bom pra viver mas prefiro os eua pois moro aqui a 5 anos e tenho visto que comparando ao brasil,aqui nao tem prostituicao,a criminalidade e zero,os assaltos sao raros,os sequestro tambem (lembrando que isso comparado com o brasil)tambem nao tiro os meritos do brasil pois e um pais lindo pena que a criminalidade tomo conta da sociedade e os governantes nada faz. no entanto os eua e o melhor lugar pra ganhar dinheiro aqui vc tem a possibilidade de fazer seu futuro e voltar pro brasil em uma melhor condisao financeira."
Após alguns deboches a respeito da habilidade do garoto com as palavras, veio a resposta:
"posso escrever mau,mas aumenos tenho argumentos ao contrario de vc que so posta caracter." (Cansei de marcar os erros de acentuação e as letras minúsculas).
E devo ressaltar que, entre os absurdos que li nessa comunidade, esse post é fraquinho.
É fato (e quem quiser conferir, a comunidade se chama "Eu odeio o Bush") que a maioria dos membros mais ativos são "de esquerda". Extrema esquerda.
Falam pelos cotovelos defendendo os utópicos governos comunistas e socialistas, enquanto detonam a política do presidente americano (a qual eu também sou radicalmente contra). Tudo bem, cada um expõe suas idéias livremente. É assim que tem que ser!
Mas enquanto eu lia todos os posts nos tópicos, percebia que eram essas as pessoas que demonstravam o menor conhecimento em relação à linguagem. E não são errinhos que dá pra pôr a culpa na linguagem da web. São erros grotescos, com frases simplesmente incompreensíveis. Isso tudo partindo de pessoas já com uma certa idade.
Devo confessar que me sentia envergonhado vendo-os "conversando" com os que defendiam o Bush. Quem é que vai dar ouvidos a alguém que defende uma causa sem ao menos saber escrever ou falar com o mínimo de correção?
Já está na hora de, pelo menos nesse sentido, seguir a política de outros países. Os "porcos imperialistas" teriam ataques de riso lendo muita coisa que eu li naquele fórum. Que país vai sair do buraco se a própria população não conhece seu idioma? Cultura também é desenvolvimento!
O sonho utópico e infantil do comunismo parece continuar vivo, mas a mania da ignorância tem que ser jogada no lixo. Já!
Pelo amor de Deus!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008


"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein

domingo, 21 de setembro de 2008

Domingo no quarto.

Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória... procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda

Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... ilex paraguariensis...... ilex paraguariensis...

(Ilex Paraguariensis - Engenheiros do Hawaii)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

antropo?


sábio?
somente sou
se souber saber sore sábios
se sábio souber saber
se sem sentir souber
ser só

como cão come carne crua
como como
como cão
como cão
como cru

só sei ser como cão
só sei ser sábio
como cão come carne
crua

Diego Neves - 09/09/2008
Em uma aula de desenho técnico (?)

domingo, 7 de setembro de 2008

Bom exemplo.

Encontrar um verdadeiro poeta tem se tornado uma tarefa cada vez mais complicada. Onde será que eles se escondem?
O talento para escrever sumiu os os sentimentos todos morreram e só a imaginação (raríssima) pode resultar em um bom texto?
Sinceramente, muitas vezes já disse que a poesia morreu há muito tempo, junto com Augusto dos Anjos. Bem, não posso ser injusto com Vinícius de Moraes, claro! E não me falem em Drummond!!!
Felizmente ainda existe gente que, como eu, quer trazer de volta a verdadeira poesia e realmente faz algo por isso. Claro que há muito tempo percebi que minhas palavras não surtem grande efeito, e meus poemas não passavam de uma distração.
Mesmo assim, tento dar o meu apoio na base do incentivo.

Leio diariamente diversos blogs pela rede, muitos com conteúdos interessantes, outros nem tanto. Mas tem um especial, que visito todos os dias, esperando ansioso por uma nova postagem. "Contraponto", chama-se o blog do meu companheiro de distração, Froilam.
Santiaguense (sim! da Terra dos Poetas!) e preocupado com o lugar onde vive, posta em sua página textos de diversos assuntos, além de poemas diversos de sua autoria.
Certo dia estava lendo com bastante calma (o que muitas vezes não tenho) as postagens anteriores, até que me deparei com um poema que, sem exagero algum, considero um dos melhores que já li.
Unindo simplicidade e genialidade com um desfecho marcante, como em todos os poemas do Froilam, "amores" me fez voltar o olhar pra dentro de mim mesmo, como se eu tivesse escrito (quem dera) o poema. Não há como não concordar com cada palavra que ele escreve.

amores

amores vêm
amores vão(-se)
como ondas
d'água
trazem flores
quando vêm
vão sargaços
quando mágoa

amores vêm
amores voam
como pássaros
de arribação

ainda que passem
amores
não vêm
em vão

Froilam Oliveira

Blog do Froilam: http://www.froilamoliveira.blogspot.com/

sábado, 6 de setembro de 2008

Procura-se um amigo.



Em uma aula de redação, no ano passado, a turma analisava alguns textos de diversos tipos, até que a professora leu, em voz alta, algo que deixou todos os alunos com lágrimas nos olhos. Não sei se chega a ser tão emocionante ou se foi pra mim por me fazer lembrar dos poucos amigos que tenho, os muitos que não tive e grandes amizades que perdi...
Ah! É um texto de um autor desconhecido.
Se eu quero dizer alguma coisa com isso, vou descobrir depois. Até porque acho que já está um pouco tarde pra um pedido desse tipo.
Passei esse texto pra cá tal qual foi escrito, com pontuações "estranhas" e tudo.


Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vazio que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos que se comova quendo chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas tristes e simples, de orvalhos, de grandes chuvas e de recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que se viu de triste e belo durante o dia, dos anseios e das realizações dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados; de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo pra se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para ter-se consciência de que ainda se vive.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Uma mente brilhante. A vida de John Nash.


John Forbes Nash Jr. (13 de junho de 1928) é um matemático norte-americano que trabalhou na Teoria dos jogos, na Geometria diferencial e na Equação de derivadas parciais, servindo como Matemático Sênior de Investigação na Universidade de Princeton. Compartilhou o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1994 com Reinhard Selten e John Harsanyi.
Nash também é conhecido por ter tido sua vida retratada no filme
Uma Mente Brilhante, nomeado por oito Oscar, baseado no livro-biográfico homônimo, que apresentou seu gênio para a matemática e sua luta contra a esquizofrenia.

Primeiros anos
Nash nasceu e foi educado no Estado da
Virginia Ocidental. Seus pais foram o engenheiro eletricista John Forbes Nash e a professora de inglês e latim Virginia Margaret Martin. Em 16 de novembro de 1930 sua irmã Martha Nash nasceu. Nash sempre foi um ávido leitor da Time (revista), da Enciclopédia Compton e da Revista Life. Mais tarde conseguiu um emprego na Bluefield Daily Telegraph, um jornal diário da região.
Aos doze anos, começou a realizar algumas experiências científicas em seu quarto; nessa época, era bastante evidente seu gosto pela solidão, pois preferia fazer as coisas sozinho do que estar em contato e trabalhar em grupo. Ele relacionou a rejeição social de seus colegas com piadas e superioridade intelectual, acreditando que as danças e os esportes deles eram uma distração a partir de suas experiências e estudos.
Martha, sua irmã mais nova, parece ter sido uma criança normal, enquanto que seu irmão parecia ser bem diferente das outras crianças. Ela escreveu mais tarde: "Johnny sempre foi diferente. [Meus pais] sabiam disso. E eles também sabiam que ele era brilhante. John sempre quis fazer as coisas à sua maneira. Minha mãe insistia para eu fazer as coisas por ele, para eu incluí-lo nas minhas amizades... mas eu não estava muito interessada em mostrar meu estranho irmão."
Em sua autobiografia, Nash observa que foi o livro Homens da Matemática, de
Eric Temple Bell - em particular o ensaio sobre Fermat - que o fez se interessar pela área. John assistiu as aulas do Colégio de Bluefield, enquanto na escola secundária. Mais tarde, frequentou a Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, Pensilvânia, onde estudou primeiramente engenharia química, antes de mudar para o curso de matemática. Recebeu tanto seu bacharelado quanto seu mestrado em 1948, no Instituto Carnegie.
Após sua formatura, Nash teve um emprego em
White Oak (Maryland), onde trabalhou para um projeto da Marinha dos Estados Unidos da América, dirigido por Clifford Truesdell.

Vida pós-graduação
Embora tivesse sido aceito pela
Universidade de Harvard, que tinha sido sua primeira escolha devido ao prestígio da instituição e pelos cursos superiores de matemática, Nash foi perseguido agressivamente pelo então presidente do departamento de matemática da Universidade de Princeton, Solomon Lefshetz, cuja oferta da bolsa de John S. Kennedy foi o bastante para convencê-lo de que Harvard valia pouco. Assim, em White Oak, partiu para a Universidade de Princeton, onde trabalhou e desenvolveu o Equilíbrio de Nash. Ganhou seu doutorado em 1950 com uma dissertação sobre os jogos não-cooperativos. A tese, escrita sob a supervisão de Albert W. Tucker, continha definições e propriedades daquilo que, mais tarde, seria chamado de Equílibrio de Nash. Esses estudos levaram a três artigos:
"
Pontos de Equilíbrio em Jogos de N-Pessoas", no periódico científico Proceedings da Academia Nacional de Ciências 36 (1950), 48-49. Veja aqui.
"
O Problema da Barganha", periódico Econometrica 18 (1950), 155-162. Veja aqui.
"
Jogos Cooperativos de Duas Pessoas", Econometrica 21 (1953), 128-140. Veja aqui.
Nash também desenvolveu um trabalho importante na
geometria algébrica:
"Coletores reais da algébrica", periódico Annals of Matemática 56 (1952), 405-421.
Veja aqui.
Seu mais famoso trabalho tem relação com a
matemática pura: o Teorema do encaixe de Nash.
Em 1951, Nash foi para o
Instituto Tecnológico de Massachusetts como instrutor de matemática. Lá, conheceu Alicia López-Lardé de Harrison (nascida em 1 de Janeiro de 1933), uma física estudante de El Salvador, com quem se casou em fevereiro de 1957. Alicia enviou Nash a um hospital psquiátrico em 1959 devido a sua esquizofrenia; seu filho, John Charles Martin Nash, nasceu pouco tempo depois deste acontecimento.
Nash e Alicia se divorciaram em 1963, mas reunificaram-se em 1970, numa relação não-romântica, em que ela abrigou-o como um companheiro. O casal renovou seu relacionamento após Nash ter sido galardoado com o
Prêmio Nobel de Economia de 1994. Casaram-se novamente em 1 de junho de 2001.

Esquizofrenia
Nash começou a mostrar sinais de esquizofrenia em 1958, quando ainda estudava. Seu estado agravou-se para uma paranóia e foi levado ao Hospital McLean (que abrigou pacientes famosos) em 1959, quando foi diagnosticado com esquizofrenia paranóica e
depressão com baixa auto-estima. Depois de uma problemática estadia em Paris e Genebra, Nash retornou a Princeton em 1960. Permaneceu dentro e fora de hospitais psiquiátricos até 1970, onde passou por tratamentos que utilizavam Eletroconvulsoterapia e medicamentos antipsicóticos. Depois de 1970, à sua escolha, ele nunca mais tomou medicação antipsicótica novamente. Segundo Nasar, sua biógrafa, Nash começou a desenvolver uma recuperação gradativa com o passar do tempo.

Reconhecimento
Em 1978, foi atribuído a Nash o Prêmio
John von Neumann Theory Prize, por suas descobertas quanto aos equilíbrios não-cooperativos, agora chamado de Equilíbrio de Nash. Ganhou também o Leroy P. Steele Prize em 1999.
Em 1994, como resultado de seu trabalho com a teoria dos jogos, que desenvolveu quando estudante de Princeton, recebeu o
Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel (junto com dois outros estudiosos).
Nash criou dois jogos populares:
Hex (jogo) (criado independentemente em 1942 por Piet Hein), e So Long Sucker em 1950 com M. Hausner e Lloyd S. Shapley.

sábado, 23 de agosto de 2008

Sobre saber de tudo...



"Quando achamos a matemática e a física teórica muito difíceis, voltamo-nos para o misticismo." - Stephen Hawking.

Ainda no começo do ano, surgiu uma discussão no fórum da comunidade "Engenharia Química UFSM 2008", daquelas de "saltar faísca".
Falávamos sobre assuntos diversos, até que a língua portuguesa entrou na conversa. Pois bem...
Depois de muita conversa, um colega que entrou no papo meio atrasado, entrou de sola, dizendo que eu subestimava a importância do estudo do nosso idioma. Quem me conhece, sabe o absurdo que foi dito!
Obviamente não poderia ficar quieto quando alguém fala que eu desprezo justamente uma das minhas maiores paixões. Como era de se esperar, isso rendeu ainda mais discussão.
Quando me foi dito aquilo, disse que deveríamos estudar gramática na Engenharia, já que em qualquer área a linguagem estaria presente. Qualquer profissional deve dominar a língua portuguesa.
Alguns simplesmente me chamaram de louco, outros disseram que entraram pra Engenharia justamente por ser uma negação e odiarem português. Afinal, o que se espera de um engenheiro que entrega relatórios ou divulga artigos científicos cheios de erros ortográfigos ou quando abre a boca envergonha qualquer um ao seu redor?
Outra vez, ouvindo o "Pretinho", fui obrigado a ouvir algumas baboseiras quanto à importância da matemática. Alguns dos apresentadores disseram que estavam no rádio justamente porque não tinham intimidade com os números (o que é normal). O problema veio quando um deles (não lembro bem qual) simplesmente disse que o que se aprende em matemática na escola é inútil, citando o exemplo da "fórmula de Bhaskara", a qual, segundo ele, não passava de uma coisa a mais pra ocupar espaço no cérebro.

Afinal, que mentalidade é essa? E o pior de tudo é ver que a maioria das pessoas no Brasil pensam assim. Fora daqui, não sei, mas estou notando que por aqui, quanto menos precisar saber, melhor.
Será mesmo que um engenheiro, matemático ou físico precisa somente saber resolver integrais e os jornalistas só precisam saber escrever?
É claro que nem tudo o que eu estudava nos tempos de escola era com muito ânimo. Biologia e geografia, por exemplo, nunca me animaram muito. A segunda até que sim, lá pela 5ª série. Mesmo assim, reconheço que estuda-las não serviu apenas para o PEIES. Tenho certeza que sem elas estaria me perguntando muita coisa que hoje eu já sei e não preciso ficar correndo atrás de respostas. Certamente me sentiria um ignorante.
Saber um pouco de tudo é fundamental pra qualquer pessoa. O dia-a-dia nos traz questões tão diversas que, sem um conheciemnto geral, ninguém conseguiria acompanhar. Não estou falando sobre decorar a tabela do Brasileirão ou ler o resumo de todas as novelas da Globo pra atualizar-se. O problema é que tem muita gente que age assim, buscando apenas saber o que lhe agrada, e o que mais agrada é inútil.
Foi até engraçado quando me chamaram de louco por querer gramática logo na engenharia, já que os cálculos é que mandam por lá. Mas agora imagine entregar os relatórios das aulas experimentais de física e química ou os trabalhos de introdução sem ter o mínimo conhecimento de português. Ainda que não seja ensinado, é cobrado uma boa apresentação com escrita correta nesses trabalhos, já que se espera que um aluno aprovado no vestibular pra uma Universidade federal saiba ao menos juntar algumas sílabas.
Essa é só uma das milhares de utilidades da língua em outras áreas do conhecimento. Alías, não sei se posso falar em utilidade. Uma boa linguagem é fundamental em qualquer circunstância, mesmo que seja só pra passar umas cantadas na Ballare. Imagina se a garota estuda letras ou jornalismo? Um matemático não iria ficar resolvendo problemas de álgebra pra sua "musa" no meio de uma danceteria lotada. Acho que ela não gostaria muito.

É difícil, e sinceramente acho que vai demorar muito tempo ainda para essa mania de ter preguiça de saber sair da cabeça das pessoas, mas quem pensa como eu sabe bem que saber um pouco de tudo é fundamental, mesmo que seja para um jornalista não ser logrado na hora de pagar a conta do supermercado ou um engenheiro não passar vergonha ao não conseguir nem dar uma ordem aos seus subordinados com um português decente.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Volta às aulas.


As aulas recomeçaram oficialmente hoje na UFSM (pra turma da engenharia química, claro!).
Nada como um churrasco no lugar do primeiro dia de aula (ontem). Hahah
Aos colegas, peço desculpas pela minha ausência. Não deu pra infernizar a vida de todo mundo dessa vez.
É, os tópicos vão ter que diminuir, culpa da "moça" ali da foto acima. Os semestres avançam e a dedicação deve acompanhar.
Como todo o bom início de semestre, muitas caras novas espalhadas pelo campus e perguntas, por parte dos bixos, sobre qual ônibus pegar pra chegar em casa. Espero não ter dado nenhuma informação errada. Hehe
Nada melhor que pegar um T. Neves pra chegar no calçadão. Hahah
Além do pessoal novo, alguns professores novos, matérias novas (algumas assustadoras à peimeira vista). Mas como diz o pessoal lá de casa: "É o que queres, não é?".
E lááá vamos nós para mais um semestre de ralação.
Hoje o post foi light, assim como o primeiro dia de aula. Nada de assuntos muito sérios.


Diego Neves

sábado, 16 de agosto de 2008

Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas.


Há pouco, voltei do cinema, onde assisti ao novo filme do Batman.
Confesso que nunca fui fã de super-heróis, e sempre achei que esse tipo de história só prenderia pré-adolescentes em frente às telas. Errei. E errei feio!

Vamos ao que interessa...
Há muito tempo não sabia o que era pisar em uma sala de cinema. Sinceramente não lembro quando foi a última vez. Cheguei no local pontualmente às 18h, horário de início do filme, o qual atrasou alguns minutinhos, como o de costume. Nesse tempo, já notei uma diferença de comportamento nos frequentadores do cinema. Muitos já soltavam o clássico "Sshhhh" ainda com as luzes acesas e o projetor desligado. Vai ver, eles viram na TV e sempre sonharam em copiar.
Só faltou chover pipoca sobre as crianças que chegaram conversando na hora dos trailers.
Após constatar a grande receptividade dos freqüentadores dos cinemas de Bento Gonçalves, me concentrei no filme que começava. Uma (triste) surpresa: filme dublado.
Pouco se entendia das falas no começo do filme, por conta da aparelhagem de som, com os graves cobrindo tudo. Felizmente isso se resolveu no decorrer do filme.

Quanto ao filme, em si...
Muito interessante! Realmente me fez repensar sobre aquela coisa de filme com um super-herói. Como poucos, pude notar o lado humano de um herói ferido por "simples" cães, ainda no começo da história. Trocas de roupa ém um piscar de olhos e aparições repentinas fazem lembrar dos clássicos filmes do estilo. Afinal, quem poderia esperar o grande Batman vestir toda aquela roupa enquanto corria perigo?
Não, não vou me render a pouca coisa ;) Isso distancia um pouco da realidade, o que eu costumo não gostar ao acompanhar um filme. Mas são detalhes tão pequenos que dá pra relevar.
Percebi uma grande evolução no "Bat-Móvel". Realmente uma obra-prima da engenharia. Se o antigo já era fantástico, imagine o novo. Simplesmente tinha pneus dianteiros com cerca de um metro de largura, e os traseiros... Bem, os traseiros fica complicado estimar!
Não é qualquer carro que destrói um caminhão em uma colisão frontal e permanece intacto! Mas, por incrível que pareça, o veículo foi destruído. Não pensam que o Cavaleiro das Trevas andaria a pé, não é? Inteirinho após um grave acidente, ele transforma parte do carro em uma motocicleta com rodas iguais às dianteiras do mesmo e sai por aí em alta velocidade. Incrível, não?
Enfim, não me contenho e acabo contando o filme... Mas vou me segurar.
Queda de helicópteros no meio de uma avenida, capotagens espetaculares de caminhões enormes dão ainda mais ação ao filme que (penso eu) mudou, de certa forma, o rumo das histórias de super-heróis.
Ah! Não poderia esquecer do Coringa, claro... Não teve como não lembrar de Ville Valo. Há uma certa semelhança. Não sei bem onde, mas há!
Nada de pingüins ou um velho retardado que vive escondido fazendo maldades. Ação, meu caro... Ação! Ah, e claro, quem imaginou ver o grande vilão vestido de enfermeira?

Claro que um filme desse tipo sem uma pitadinha de humor se tornaria insuportável. Tomaram cuidado pra que não faltasse nem sobrasse humor na história.
Gostei muito do fato de explorarem mais o lado humano do personagem, com certos momentos de instabilidade emocional, onde ele esquece as tais regras que todo o super-herói chato impõe a si mesmo pra ser bonzinho sempre, deixando de lado também a própria ética (exemplo do que vimos todos os dias no Brasil).
O que nunca muda são os minutos reservados nos filmes assim pra população odiar o herói. Sério, quando vão deixar essa parte de lado?
Enfim, notei uma grande evolução no gênero. É um filme interessante, com grandes surpresas, bastante ação e efeitos especiais ótimos. Ah! E também segura um pouco as "frias", que geralmente são exageradas nesse tipo de história.
Aos que gostam do gênero e esperam uma mudança naquele padrão que já estava enjoando, recomendo que corra para o cinema.
Aos que não são muito chegados, como eu, recomendo que assistam alguma vez na vida. Pode ser que mudem seus conceitos.
Ah! Tenham paciência. É longo, feito esperança de pobre.

Complementando o último post.

Quando falei sobre as construções aqui em Bento no post "Um exemplo de desenvolvimento a ser seguido", ainda não sabia bem ao certo alguns dados...
Descobri que são 83 prédios em construção em Bento Gonçalves (dados da semana passada). Algo extraordinário pra uma cidade com um pouco mais de um terço da população de Santa Maria. Infelizmente isso não me lembra muito Santiago, onde vejo ser construído um por vez e raríssimas reformas nos mais antigos, que são maioria. Ahhh, como isso precisa ser melhorado!

Bem... Era só uma curiosidade pra complementar o outro post.

Daqui a pouco cinema. Depois, claro, uma crítica sobre o novo Batman.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Um exemplo de desenvolvimento a ser seguido.

Estou passando o fim das minhas férias na casa dos meus pais, em Bento Gonçalves. Enquanto tomava alguma coisa na sacada, pensava sobre um novo post para o blog. Então, comecei a observar o horizonte e refletir sobre o perfil de certas cidades, e a primeira coisa que veio à cabeça ao observar Bento Gonçalves é o desenvolvimento.
É algo fantástico, por aqui tudo anda a passos largos. Dá gosto de ver.
Enquanto a taça continuava cheia, ouvia o barulho (estressante, às vezes) do crescimento. Bem em frente a uma das sacadas, está sendo construído um novo hipermercado (foto acima), e, sem precisar mover a cabeça para lado algum, pude contar CINCO prédios residenciais em construção. Mais ao lado, um novo condomínio de classe alta. Devo lembrar que a parte da cidade vista daqui é relativamente pequena e, como estou no centro, o que vejo é algum bairro periférico que não sei o nome.
Isso significa que daqui vejo uma pequena amostra do que é o verdadeiro desenvolvimento dessa região. Vir pra cá e não se impressionar com a organização, crescimento urbano e alto nível social é praticamente impossível. Devo confessar que a idéia de que isso tudo foi construído em grande parte por imigrantes, principalmente italianos, me incomoda. O sotaque aqui é inconfundível, "porco dio"! Nisso, o pessoal não evoluiu muito, falam como quando chegaram por aqui. E o pior: se dizem italianos. Vai entender... Descendentes que devem tudo ao país que acolheu seus antepassados simplesmente desconsideram a terra em que vivem.
Enfim, não vou desviar o assunto. Essa minha indignação fica pra outro post.
Confesso que é impossível não comparar a cidade onde agora vive a minha família com outras que conheço. Me orgulho de ter nascido em Santiago e lá ter vivivo anos fantásticos, mas desanimo quando começo a comparar as duas cidades. Tudo bem, a distância da capital, as estradas que por muito tempo eram horríveis e outras coisas não eram grandes atrativos, o que atrapalhou (e muito) o crescimento da cidade. Isso tudo acabou isolando Santiago de todo o resto. Emprego ainda é um problema no interior. Aí incluo a grande maioria das cidades do centro-oeste do estado. Aqui, so não trabalha quem não quer. Praticamente minha família toda vive aqui hoje, e do mais jovem ao cinqüentão estão trabalhando. Onde se vê isso?
Mas as principais questões são: de onde vem isso? Como alcançar isso?
A chegada dos italianos na serra gaúcha data de 1875, segundo um site daqui de BG. Quando chegaram, certamente não dispunham de grandes recursos, mas, com certeza, de grandes idéias. O clima favoreceu, as uvas foram tomando espaço e as vinícolas surgiram. Ainda hoje, a atividade segue à todo vapor, com a Aurora (Bento Gonçalves) e a Chandon (Garibaldi), por exemplo, as quais são referências em produção de vinhos e espumantes.
Mas então, se da produção agrícola tanta coisa foi conquistada, por que as outras regiões ficam tão atrás? Muitos responderiam na lata: "é culpa do clima!".
Sim, uvas e vinhos não teriam tanta qualidade sendo produzidos em Santa Maria, Santiago ou qualquer outra região. Mas e as idéias, onde estavam? E o empreendedorismo? Por pura acomodação ficamos estagnados por tanto tempo?
Em um post do dia 13/08, falei a respeito da persistência e os reflexos dela na evolução da sociedade. Depois do que analisei naquela sacada, encontrei o grande exemplo bem em frente aos meus olhos.
Um bom crescimento começa com grandes idéias, juntamente com uma boa administração. Proponho aos que buscam o lugar em uma prefeitura, isso inclui Santiago, que visitem e conheçam o funcionamento das coisas por aqui. Santiago pede obras, empregos e qualidade de vida. Há exemplos a serem seguidos, basta colocar a cabeça pra funcionar, esquecer as richas políticas e fazer a cidade "andar". É claro que o dinheiro destinado a algumas obras acabam ficando no caminho e outras dificuldades aparecem, mas com transparência tudo se resolve. Peço aos concorrentes ao poder na minha cidade natal: façam-me me orgulhar ainda mais da terra onde nasci!
Já aos interessados, digo que exponham suas idéias! Tenho certeza que bons planos são sempre ouvidos com atenção.
Bento Gonçalves se mostrou um canteiro de obras e um exemplo em geração de empregos. Basta descobrir de onde vem tanto empenho e isso pode virar moda.


Diego Neves

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Tempo de conquistar o rebanho...

As eleições se aproximam e cada vez mais os meios de comunicação (de transporte, postes, muros e ruas) ficam tomadas de apelos, propostas e sujeira. Pensando bem, vamos reformular... SujeiraS!
Acabou a trégua. O que tenho notado, como em todas as outras eleições, é o começo de uma corrida desesperada para atrair seguidores. Métodos para isso são inúmeros, e muitos deles, absurdos.
Felizmente mudei de cidade há pouco, e minha família mudou para outra, o que acaba me excluindo, de certa forma, desse meio. Vale lembrar que, apesar da idade, não estarei presente para dar o meu parecer na votação.
Vou ser bem sincero: ainda não parei pra conhecer as propostas dos candidatos à prefeitura de Santa Maria, mas já li alguma coisa sobre a guerra que se inicia na minha cidade natal, Santiago. Como todas as cidades de pequeno porte, as carinhas são sempre as mesmas. Poucas opções, muito falatório e disputas acirradíssimas por conta do número pequeno de concorrentes.
Felizmente, ao menos na televisão, essa baderna toda está dividindo (e perdendo) espaço pra eventos como as olimpíadas, que, ainda que o Brasil decepcione no esporte, trazem menos desgosto do que falatórios sem fundamento algum que somos obrigados a ouvir diariamente.
Pra mim, eleições servem mais pra me trazer dor de cabeça, decorar musiquinhas de candidatos por ser obrigado a ouvi-las o dia inteiro e rir. Rir muito!
São acusações, sujeiras, desvio de dinheiro... Enfim, coisa de quem governa para si.
Ter nascido em uma cidade pequena talvez tenha me trazido vantagens, já que quem está no poder se obriga a andar na linha. Afinal, nada mais fácil do que o município inteiro ficar sabendo de alguma sujeira.
Infelizmente, a principal sujeira que se vê nesses meses não está dentro dos governos, até porque é agora que bate o desespero pra quem busca uma reeleição, fazendo-o correr atrás de grandes feitos que não cumpriu nos quatro anos de mandato. O grande problema definitivamente é a poluição. Sonora, visual, enfim... A busca pelo poder se torna um tormento.

Talvez seja complicado para alguns candidatos perceberem que não é vendo o rosto de algum deles estampado em algum poste que vai fazer um eleitor cair de amores por ele. Um bom governante, assim como um bom médico, engenheiro, gigolô ou o que for, se faz com bom trabalho, propostas coerentes e paixão pela ocupação. Musiquinhas com clichês ultrapassados torram a paciência, e ainda, se irritarem demais, acabam por desanimar um eleitor.
Uma sugestão para todos os candidatos: cuidem do meio ambiente, começando por preservar o bom estado das ruas, afinal são políticos, e não modelos, para andar espalhando fotos por aí.
Propostas são bem-vindas, claro! Santinhos na porta das escolas acabam virando "aviãozinho", as fotos do candidato servem para treinar técnicas de desenho, como bigodes, óculos fundo-de-garrafa e por aí vai. O jeito de fazer política nunca evolui. Impressionante.

Minha esperança é poder viver, um dia, em um lugar onde eleições sejam realmente sinônimo de democracia e oportunidade de melhorar nosso espaço.
Enquanto eleições forem apenas negócios, não estarei de lado algum nessa gangorra de apelos, propostas e sujeiras, onde o rebanho a ser conquistado é uma sociedade ignorante e sem opinião.

Diego Neves

Sobre persistência e evolução.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso, viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida, nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser
o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
Ainda que para isso tenha de a perder como minha...

Fernando Pessoa

Desde antes de criar meu novo blog, queria que ele começasse com essas palavras.
Nem sempre admirei Fernando Pessoa, mas já não me imagino sem as palavras deste grande mestre.
Das palavras ditas por ele, mostradas ali em cima, construí meu plano de conduta. "Viver não é necessário; o que é necessário é criar".
Saímos do nada por conta da capacidade de pessoas que pensavam dessa forma, para nos tornarmos o que somos agora. Ainda assim, não estamos muito além desse "nada" do qual saímos. Isso significa que tal conduta não pode ser abandonada. Mal começamos nossa evolução!
Quanto mais o homem possui, mais precisa evoluir, pois vê logo à sua frente a escuridão do desconhecido, o que ainda não foi desbravado. É aí que entra a responsável por tudo: a ciência!
É quem a domina que toma as rédeas, quem conhece e desbrava o desconhecido. Esses estão à frente de todos os que caminham cautelosamente, por conta do seu medo de arriscar ou preguiça de se aprimorar. O resto torna-se um peso, um encosto.
A persistência dos desbravadores me permite estar aqui postando minhas idéias, enquanto o resto do pessoal acompanha as olimpíadas pela TV ali na sala confortavelmente enquanto lá fora faz um frio tremendo.
Precisamos de mais gente assim, que pense em evoluir, deixar seu nome na história! Não falo apenas em criar para o nosso conforto. Evoluir como ser humano também conta! Claro que é complicado, desistir diante das dificuldades já virou mania, mas a persistência sempre é recompensada.

Por isso me identifico com as palavras de Fernando Pessoa. Não penso apenas em ocupar um espaço, mas fazer valer a capacidade que tenho, mesmo cheio de limitações, como qualquer outro ser.
Por conta desse pensamento, me vejo por meses em meio a integrais, x pra lá, y pra cá e ainda sendo muitas vezes chamado de louco por escolher um caminho tão árduo pra mim.
Talvez seja louco, sim... Efeitos da cafeína.

Lembrem-se: Tudo começa na Engenharia! ;D