sábado, 16 de agosto de 2008

Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas.


Há pouco, voltei do cinema, onde assisti ao novo filme do Batman.
Confesso que nunca fui fã de super-heróis, e sempre achei que esse tipo de história só prenderia pré-adolescentes em frente às telas. Errei. E errei feio!

Vamos ao que interessa...
Há muito tempo não sabia o que era pisar em uma sala de cinema. Sinceramente não lembro quando foi a última vez. Cheguei no local pontualmente às 18h, horário de início do filme, o qual atrasou alguns minutinhos, como o de costume. Nesse tempo, já notei uma diferença de comportamento nos frequentadores do cinema. Muitos já soltavam o clássico "Sshhhh" ainda com as luzes acesas e o projetor desligado. Vai ver, eles viram na TV e sempre sonharam em copiar.
Só faltou chover pipoca sobre as crianças que chegaram conversando na hora dos trailers.
Após constatar a grande receptividade dos freqüentadores dos cinemas de Bento Gonçalves, me concentrei no filme que começava. Uma (triste) surpresa: filme dublado.
Pouco se entendia das falas no começo do filme, por conta da aparelhagem de som, com os graves cobrindo tudo. Felizmente isso se resolveu no decorrer do filme.

Quanto ao filme, em si...
Muito interessante! Realmente me fez repensar sobre aquela coisa de filme com um super-herói. Como poucos, pude notar o lado humano de um herói ferido por "simples" cães, ainda no começo da história. Trocas de roupa ém um piscar de olhos e aparições repentinas fazem lembrar dos clássicos filmes do estilo. Afinal, quem poderia esperar o grande Batman vestir toda aquela roupa enquanto corria perigo?
Não, não vou me render a pouca coisa ;) Isso distancia um pouco da realidade, o que eu costumo não gostar ao acompanhar um filme. Mas são detalhes tão pequenos que dá pra relevar.
Percebi uma grande evolução no "Bat-Móvel". Realmente uma obra-prima da engenharia. Se o antigo já era fantástico, imagine o novo. Simplesmente tinha pneus dianteiros com cerca de um metro de largura, e os traseiros... Bem, os traseiros fica complicado estimar!
Não é qualquer carro que destrói um caminhão em uma colisão frontal e permanece intacto! Mas, por incrível que pareça, o veículo foi destruído. Não pensam que o Cavaleiro das Trevas andaria a pé, não é? Inteirinho após um grave acidente, ele transforma parte do carro em uma motocicleta com rodas iguais às dianteiras do mesmo e sai por aí em alta velocidade. Incrível, não?
Enfim, não me contenho e acabo contando o filme... Mas vou me segurar.
Queda de helicópteros no meio de uma avenida, capotagens espetaculares de caminhões enormes dão ainda mais ação ao filme que (penso eu) mudou, de certa forma, o rumo das histórias de super-heróis.
Ah! Não poderia esquecer do Coringa, claro... Não teve como não lembrar de Ville Valo. Há uma certa semelhança. Não sei bem onde, mas há!
Nada de pingüins ou um velho retardado que vive escondido fazendo maldades. Ação, meu caro... Ação! Ah, e claro, quem imaginou ver o grande vilão vestido de enfermeira?

Claro que um filme desse tipo sem uma pitadinha de humor se tornaria insuportável. Tomaram cuidado pra que não faltasse nem sobrasse humor na história.
Gostei muito do fato de explorarem mais o lado humano do personagem, com certos momentos de instabilidade emocional, onde ele esquece as tais regras que todo o super-herói chato impõe a si mesmo pra ser bonzinho sempre, deixando de lado também a própria ética (exemplo do que vimos todos os dias no Brasil).
O que nunca muda são os minutos reservados nos filmes assim pra população odiar o herói. Sério, quando vão deixar essa parte de lado?
Enfim, notei uma grande evolução no gênero. É um filme interessante, com grandes surpresas, bastante ação e efeitos especiais ótimos. Ah! E também segura um pouco as "frias", que geralmente são exageradas nesse tipo de história.
Aos que gostam do gênero e esperam uma mudança naquele padrão que já estava enjoando, recomendo que corra para o cinema.
Aos que não são muito chegados, como eu, recomendo que assistam alguma vez na vida. Pode ser que mudem seus conceitos.
Ah! Tenham paciência. É longo, feito esperança de pobre.

Um comentário:

Rebeca disse...

Haaa demorei um pouco pra 'lembrar' de você... Bom, realmente concordo. Só não coloquei ali. Realmente acho que precisamos de um lider, e ele se chama Deus. xD (*brincadeira)

Capaz, acho que uma boa sociedade precisa de representantes e tudo mais. Está correto sim.

Bom, abraços, qualquer dia a gente se esbarra.