sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

E agora, como escrevo?

Cerca de 0,5% do nosso vocabulário é alterado para "uniformizar" a língua portuguesa.
Mudanças geralmente são positivas, mas dessa vez não parece ser assim.
Um número inestimável de publicações se tornarão desatualizadas, o ensino deve mudar e a beleza que eu via no nosso "brasileirês" já não vai ser a mesma.

Tanto trabalho para reformular a língua portuguesa me parece desnecessário. Se alguém vê a língua que falamos e escrevemos como a vulgarização do português, este, sim, é vulgar e sem visão.
Será mesmo que precisamos dessa uniformidade? Os benefícios serão realmente significativos? Quem sabe, considerar que uma das coisas mais preciosas que temos é o nosso idioma como ele é, fizesse com que ele continuasse intacto como um idioma à parte, único. O tal "brasileirês". Se, até hoje, com essa diferenças que consideravam um impecílio tão grande, não tivemos grandes problemas, pra que todo esse problema sendo inventado?
Ainda com essas mudanças, o meu idioma vai continuar intacto, pelo menos até que eu me convença de que essa reforma vale a pena. Afinal, como a linguagem dos números jamais vai ser mudada, posso postar aqui como eu bem entender, sem prejuízo algum.

Um comentário:

Tempestade Interior disse...

Claro, concordo contigo. Acho desnecessário mudar um patrimônio cultural como a linguagem de um povo. Acontece que tudo isso é mera estratégia política. Não me pergunte como seria isso, mas não poderia mesmo ter outra explicação, vindo a iniciativa do governo e não da ABL.