segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jogatina.

Esse jogo todo me cansa.
Brincar de viver já não tem a mesma graça de tempos atrás.
As regras sempre foram feitas e impostas bem de perto e eu fui um bom jogador.
Na hora de fugir das regras, não soube a medida certa. Passei do ponto.
Maus jogadores são postos de fora. Não duram. Nenhum é indispensável.
"Ignore apenas as regras certas, não todas".
Eu não ouvi.

Dessa vez, quem faz as regras sou eu mesmo. E as quebro sem pensar duas vezes.

domingo, 3 de julho de 2011

O Mentiroso (?)

Ele já não é mais o mesmo. Nem ela. Pior ou melhor? Quem pode dizer?
Ainda que juntos tivessem corrido atrás de felicidade, foram atropelados pela decepção que, a passos largos, os seguia.
As promessas mudaram e seguem a não ser cumpridas.
Afinal, de que servem as promessas? Para que existem as expectativas?
Talvez ele as fixasse como suas metas. Mostrou-se, então, incompetente.
Ela soube bem decepcionar. Pouco prometeu. Bem o fez. Saiu de fininho, cheia de razão.
E ele? Um grande mentiroso.




Será?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conforto.

Ele já repensou sua vida tantas vezes
Que ele próprio já não sabe quantas foram
Ela o forçou a repensar seu caráter
Mais vezes que o necessário

O que é merecido, jamais se julga.
Somente o é.

Tanto disso o ensina que, do céu,
Pouco se enxerga no chão
Mas quando se está no chão,
A pior visão é até reconfortante:

Até os mais doces beijos de boa noite
Acabam se tornando, por muitas vezes,
Os tapas dos piores dias.

sábado, 14 de agosto de 2010

Qualquer adeus é o último
(nosso tolo pensamento assim acredita)
Do primeiro ao último











Mas quando o verdadeiro, de fato, chega
Ah! Amigo...
É melhor não pensar a respeito.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Corre o tempo
Vão-se todos
Fica nada
Absolutamente
Numa valsa de números
e razão
Eu danço
Nessa melodia não faz falta
O já inútil coração.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Faça-me um favor
Faça-me um silêncio.
Só um.
Não quero pedir muito por hoje.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Nos campos sujos pelo passado
Busco a já inexistente paz de outrora
Sei que não há mais nada
Busco o vazio
Seria o amor - esse indolente malfeitor -
que foge a todo instante?

Ah! Amor...
Traidor vazio que tanto engana
Por que às nuvens me levas
Se de lá me atiras sem dó?

Onde brotaram flores
Fizeste nascer o desprezo

Minh'alma levaste aos teus cuidados
Cuidaste dela feito um lobo
Sim, feito um lobo
Com um cordeiro sob sua posse

Ainda que me veja vivido
Permito iludir-me feito novato

Não esquece, tolo sentimento,
Que de ti recebi asas
Essas que me salvam da tua traição

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cerâmicas e amores.

O que, de fato, importa?
O que leva tantas coisas pequenas a um patamar tão superior? Digo, quando elas se tornam indispensáveis?
Poucas vezes vejo cerâmicas decidindo vidas.
Mas vejo.