Quero-a viva
Quero-a hoje
E pra sempre.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Conforto.
Ele já repensou sua vida tantas vezes
Que ele próprio já não sabe quantas foram
Ela o forçou a repensar seu caráter
Mais vezes que o necessário
O que é merecido, jamais se julga.
Somente o é.
Tanto disso o ensina que, do céu,
Pouco se enxerga no chão
Mas quando se está no chão,
A pior visão é até reconfortante:
Até os mais doces beijos de boa noite
Acabam se tornando, por muitas vezes,
Os tapas dos piores dias.
Que ele próprio já não sabe quantas foram
Ela o forçou a repensar seu caráter
Mais vezes que o necessário
O que é merecido, jamais se julga.
Somente o é.
Tanto disso o ensina que, do céu,
Pouco se enxerga no chão
Mas quando se está no chão,
A pior visão é até reconfortante:
Até os mais doces beijos de boa noite
Acabam se tornando, por muitas vezes,
Os tapas dos piores dias.
sábado, 14 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Nos campos sujos pelo passado
Busco a já inexistente paz de outrora
Sei que não há mais nada
Busco o vazio
Seria o amor - esse indolente malfeitor -
que foge a todo instante?
Ah! Amor...
Traidor vazio que tanto engana
Por que às nuvens me levas
Se de lá me atiras sem dó?
Onde brotaram flores
Fizeste nascer o desprezo
Minh'alma levaste aos teus cuidados
Cuidaste dela feito um lobo
Sim, feito um lobo
Com um cordeiro sob sua posse
Ainda que me veja vivido
Permito iludir-me feito novato
Não esquece, tolo sentimento,
Que de ti recebi asas
Essas que me salvam da tua traição
Busco a já inexistente paz de outrora
Sei que não há mais nada
Busco o vazio
Seria o amor - esse indolente malfeitor -
que foge a todo instante?
Ah! Amor...
Traidor vazio que tanto engana
Por que às nuvens me levas
Se de lá me atiras sem dó?
Onde brotaram flores
Fizeste nascer o desprezo
Minh'alma levaste aos teus cuidados
Cuidaste dela feito um lobo
Sim, feito um lobo
Com um cordeiro sob sua posse
Ainda que me veja vivido
Permito iludir-me feito novato
Não esquece, tolo sentimento,
Que de ti recebi asas
Essas que me salvam da tua traição
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Cerâmicas e amores.
O que, de fato, importa?
O que leva tantas coisas pequenas a um patamar tão superior? Digo, quando elas se tornam indispensáveis?
Poucas vezes vejo cerâmicas decidindo vidas.
Mas vejo.
O que leva tantas coisas pequenas a um patamar tão superior? Digo, quando elas se tornam indispensáveis?
Poucas vezes vejo cerâmicas decidindo vidas.
Mas vejo.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Reencontro.
Os braços deles se abrem, aguardando o encontro.
O tempo passou e os dois são os mesmos. Mais maduros, com cabelos já mudados. Ainda assim, são os mesmos.
Não falam. Pra que?
Há um breve - mas nada discreto - sorriso. Há um choro.
O abraço parece querer retomar todo o tempo perdido. Compensar cada segundo de solidão e sofrimento.
Besteira. O sofrimento já ensinou tudo, nada vai ser desfeito.
Resta aos dois descobrir o que pode ser (re)feito.
O tempo passou e os dois são os mesmos. Mais maduros, com cabelos já mudados. Ainda assim, são os mesmos.
Não falam. Pra que?
Há um breve - mas nada discreto - sorriso. Há um choro.
O abraço parece querer retomar todo o tempo perdido. Compensar cada segundo de solidão e sofrimento.
Besteira. O sofrimento já ensinou tudo, nada vai ser desfeito.
Resta aos dois descobrir o que pode ser (re)feito.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Um mate e um diálogo. Curtos.
Sentaram -se os dois - ele e ela - sob os galhos secos de um ipê sem cor. O mate, recém cevado, aquece, vez por vez, o corpo de cada um. O silêncio não se desfaz.
A árvore é mera formalidade. Não há folhas, flores nem cores. Não há sombra.
Também não há sol. Só o frio.
Trocam eles olhares tristes, cheios da dor que os invade pela crescente distância imposta entre dois corpos que só conheciam o amor até então.
É o último mate. A última conversa.
O passado os havia ensinado o que o amor era, e certamente eles sabem que ali há esse sentimento vivo. Ainda assim, não mais o querem. Não daquela forma.
Ele estende a mão, com pouca firmeza ao segurar a cuia. As mãos que se tocam quando o mate é passado transferem a mistura de amor e desejo contidos em cada um deles.
Ele repete que a ama, ainda que ela tenha dúvidas quanto a isso, e, com lágrimas nos olhos, promete lutar contra seus próprios sentimentos e não mais viver por ela. Tolice. Os dois sabem que não há forçaspara uma luta tão desgastante e tão injusta.
A partir dali, cada um teria sua cuia e sua solidão. O amargo da falta que o amor lhes faz vai ser diferente para eles. O ipê não mais florescerá.
Eles já conhecem a dor de cada segundo sem que seus olhares encontre o rosto do outro, sem que os corpos e almas se completem como costumava ser em outros invernos.
Tudo bem, ela sabia que conseguiria viver com isso.
Ele sabia que não mais viveria.
A árvore é mera formalidade. Não há folhas, flores nem cores. Não há sombra.
Também não há sol. Só o frio.
Trocam eles olhares tristes, cheios da dor que os invade pela crescente distância imposta entre dois corpos que só conheciam o amor até então.
É o último mate. A última conversa.
O passado os havia ensinado o que o amor era, e certamente eles sabem que ali há esse sentimento vivo. Ainda assim, não mais o querem. Não daquela forma.
Ele estende a mão, com pouca firmeza ao segurar a cuia. As mãos que se tocam quando o mate é passado transferem a mistura de amor e desejo contidos em cada um deles.
Ele repete que a ama, ainda que ela tenha dúvidas quanto a isso, e, com lágrimas nos olhos, promete lutar contra seus próprios sentimentos e não mais viver por ela. Tolice. Os dois sabem que não há forçaspara uma luta tão desgastante e tão injusta.
A partir dali, cada um teria sua cuia e sua solidão. O amargo da falta que o amor lhes faz vai ser diferente para eles. O ipê não mais florescerá.
Eles já conhecem a dor de cada segundo sem que seus olhares encontre o rosto do outro, sem que os corpos e almas se completem como costumava ser em outros invernos.
Tudo bem, ela sabia que conseguiria viver com isso.
Ele sabia que não mais viveria.
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