IMPORTANTE! LEIAM TAMBÉM O POST ABAIXO DESTE. ;)
O texto abaixo foi retirado do blog do greenpeace. (Publicado em 15/11/2008)
“… Lá em Goiás, por exemplo, os agricultores tiveram até que matar um fiscal do trabalho…”
A frase acima, digna do noticiário policial, foi dita semana passada, pelo Deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), durante apresentação de um estudo da Embrapa no plenário 08 do anexo III da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado, os agricultores daquela região estariam sendo muito pressionados por fiscais do trabalho, instituições financeiras e por ambientalistas. Frase infeliz, que não apenas tenta justificar o injustificável, como também coloca no mesmo saco assassinos e produtores rurais, estes, responsáveis por quase ¼ do PIB do país e que não merecem tal sentença.
O festival de truculência, porém, não parou por aí. Ocorre que o estudo apresentado (transformado em mantra por vários deputados do setor ruralista), é muito contestado, não leva em consideração vários aspectos legais, e sua metodologia o leva a criar uma visão totalmente desvirtuada da realidade. Por esse motivo, a Câmara dos Deputados também convidou André Lima, advogado associado do IPAM, que já teve passagens pelo Ministério do Meio Ambiente e Instituo Socioambiental (ISA), para fazer o contraponto.
Após as apresentações dos palestrantes, o que se viu foi um comportamento vergonhoso de muitos dos deputados ali presentes. Abaixo, algumas frases disparadas no encontro:
“Esse senhor que se apresenta aqui, André Lima, é sorrateiro, age por debaixo dos panos. Quem é você? Seus reais interesses ninguém conhece… Para poder falar, essa gente deveria se candidatar. Vai ser Presidente, Deputado…” Deputado Valdir Collato (PMDB-SC), estendendo calorosas boas vindas ao André Lima, convidado da Câmara que teve a ousadia de contestar tecnicamente algumas informações do estudo que agrada ao Sr. Deputado.
“A maioria das reservas minerais do país estão em TI’s (terras indígenas). E essas TIs são criadas pelas ONGs, que apresentam para o governo tudo pronto, mastigado. Qual o interesse desse pessoal? Eles atrapalham o desenvolvimento do país. Esse tal de CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), por exemplo, ele cabresta nossas atividades, quem são esses para dizer o que pode ou não ser feito?” – Novamente o deputado Heinze, enaltecendo a competência e capacidade do governo federal na tomada de decisões e denunciando uma grande conspiração contra nossa economia.
“Essas ONGs que vêm de fora dar palpite deveriam ficar fora (?). Aliás, essa discussão do código florestal, que atrapalha o país, deveria ser feita aqui, acabar com essa coisa de GT (Grupo de trabalho interministerial, onde participam os Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Casa Civil), onde só se diz besteira…”- Moreira Mendes (PPS/RO).
“Existem 100.000 ONGs na Amazônia. Qual o interesse desse pessoal? Temos que ver direito o que eles querem…” – Valdir Collato, cuja sagacidade matemática dá uma importante contribuição para o programa de geração de empregos no país. Se cada ONG na Amazônia empregasse 10 pessoas, elas seriam uma das mais importantes geradoras de emprego na região – e do país!
Aliás, para quem se interessar, foi tudo gravado pelo serviço de imprensa da Câmara. Em caso de exibição, aconselha-se tirar as crianças da sala.
sábado, 29 de novembro de 2008
A Amazônia e a Internet.

O orkut evolui, adquire diversos recusros e aplicativos. Até há poucos dias, não passava de puro entretenimento.
Porém, enquanto assistia ao Jornal Hoje, da Rede Globo, descobri que a internet (e o orkut) está atacando como pode a devastação da Floresta Amazônica. Ao fim do programa, foi indicado o site http://www.globoamazonia.com/, através do qual o internauta pode interagir e ajudar a combater essa destruição em casa.
Me chamou a atenção o fato de poder "fiscalizar", através do próprio computador, muitos crimes ambientais que ocorrem na Floresta, como o desmatamento e as queimadas. É possível também adicionar um aplicativo chamado Amazônia.vc no orkut, o que facilita o manejo e ajuda também a "espalhar" a idéia entre os amigos.
Através de imagens de satélite, é possível visualizar as queimadas e os focos de desmatamento por parte de pessoas ou empresas que exploram a região sem responsabilidade alguma. As informações são atualizadas com freqüência, com a ajuda dos dados publicados pelo INPE (sim, o mesmo que tem uma "base" na UFSM).
Através de um mapa no estilo Google Earth (e de fato é do Google), é possível, além de visualizar as queimadas e desmatamentos, protestar contra eles. Existe, inclusive, um ranking de usuários que mais protestaram.
É difícil acreditar que protestos assim e um aplicativo do orkut vá fazer milagres e salvar de vez a maior floresta tropical do mundo, a qual possui nada menos de cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados, mas é a hora de acreditar que nós podemos mudar isso!
Pense bem...
Nesse mesmo aplicativo, o INPE registra que, nas últimas 24 horas, ocorreram 1.046 queimadas na região amazônica, e a área desmatada desde setembro foi de 587 km².
Nesse mesmo aplicativo, o INPE registra que, nas últimas 24 horas, ocorreram 1.046 queimadas na região amazônica, e a área desmatada desde setembro foi de 587 km².
É, no mínimo, revoltante.
Observando o mapa, percebi que o Maranhão, relativamente distante do centro da Floresta, apresenta uma das maiores áreas de desmatamento de toda a região. E não é coincidência: pesquisando os fatos, descobri que nesse estado os crimes desse tipo têm aumentado significativamente.
Ainda assim, as pesquisas apontam uma boa melhora! E isso se deve, é claro, à consciência e a vontade de lutar das pessoas que antes não ligavam pra isso e não acreditavam que era possível mudar.
Eu acredito que esse aplicativo traga mudanças, ainda que a longo prazo. E quem ainda não abriu os olhos, aconselho que visite o site e use o orkut pra algo útil como isso, e veja o que está acontecendo.
domingo, 9 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Tempo de mudanças ou retrocesso?
Parece que nunca antes uma eleição presidencial mexeu tanto com o mundo todo. Devo confessar que já não aguentava mais ouvir falar sobre o assunto todos os dias, em todos os jornais do país. Me perguntava sempre "o que é que eu tenho com isso?".Ainda que isso estivesse enjoando, é bem certo que o rumo do mundo inteiro vai ser definido nas urnas americanas nesta terça-feira.
Ainda que eu tenha praticamente certeza que muita sujeira vai surgir aí, tenho uma certa esperança de que alguma coisa mude pra melhor naquele buraco.
Obama x McCain:
De um lado, a esperança de um país novo, com idéias novas e responsabilidade. De outro, a seqüência de tudo o que um lunático deslumbrado com o poder criou até hoje; mais irresponsabilidade, mais preconceiro, mais guerra.
É complicado esperar alguma coisa do povo norte-americano, ainda mais quando se trata de decidir o futuro do mundo inteiro, mas... Vamos dar nosso voto de confiança.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Symphony No. 9

Há pouco estudava cálculo, quando resolvi tornar tudo mais interessante.
Então, resolvi fazer algo que há tempos não fazia: coloquei os fones nos ouvidos e me pus a ouvir a 9ª Sinfonia de "cabo a rabo".
Não sabia se me admirava mais com a matemática que o Anton 2 me apresentava ou com a genialidade da composição. Antes que alguns gritem "NÃO COMPARE BEETHOVEN COM MATEMÁTICA", digo que, pra mim, os cálculos não devem em nada quando comparados a qualquer tipo de arte, mesmo a música.
Não sabia se me admirava mais com a matemática que o Anton 2 me apresentava ou com a genialidade da composição. Antes que alguns gritem "NÃO COMPARE BEETHOVEN COM MATEMÁTICA", digo que, pra mim, os cálculos não devem em nada quando comparados a qualquer tipo de arte, mesmo a música.
Não podia deixar de postar aqui alguma coisa relacionada a essa verdadeira obra-prima.
Vejamos o que a Wikipédia nos diz:
A sinfonia nº 9 em ré menor, op. 125, "Coral", é a última sinfonia completa composta por Ludwig van Beethoven. Completada em 1824, a sinfonia coral mais conhecida como Nona Sinfonia é uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica, e uma das grandes obras-primas de Beethoven.
A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado por solistas e um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha se utilizado da voz humana com o mesmo destaque que os intrumentos, numa sinfonia, criando assim uma obra de grande alcance, que deu o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos.
A sinfonia nº 9 tem um papel cultural de extema relevância no mundo atual. Em especial, a música do último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria", foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Européia. Outra prova de sua importância na cultura atual foi o valor de 3,3 milhões de dólares atingido pela venda de um dos seus manuscritos originais, feita em 2003 pela Sotheby's, de Londres. Segundo o chefe do departamento de manuscritos da Sotheby's à época, Stephen Roe, a sinfonia "é um dos maiores feitos do homem, ao lado do Hamlet e do Rei Lear de Shakespeare".
Foi apresentada pela primeira vez em 7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro, e Beethoven - dissuadido da regência pelo estágio avançado de sua surdez - teve direito a um lugar especial no palco, junto ao maestro.
A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado por solistas e um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha se utilizado da voz humana com o mesmo destaque que os intrumentos, numa sinfonia, criando assim uma obra de grande alcance, que deu o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos.
A sinfonia nº 9 tem um papel cultural de extema relevância no mundo atual. Em especial, a música do último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria", foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Européia. Outra prova de sua importância na cultura atual foi o valor de 3,3 milhões de dólares atingido pela venda de um dos seus manuscritos originais, feita em 2003 pela Sotheby's, de Londres. Segundo o chefe do departamento de manuscritos da Sotheby's à época, Stephen Roe, a sinfonia "é um dos maiores feitos do homem, ao lado do Hamlet e do Rei Lear de Shakespeare".
Foi apresentada pela primeira vez em 7 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro, e Beethoven - dissuadido da regência pelo estágio avançado de sua surdez - teve direito a um lugar especial no palco, junto ao maestro.
O artigo completo pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Sinfonia_n%C2%BA_9_(Beethoven)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Do gênio.

Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A quem já causou dor.
Que caminho segues? Não vem com "pegar à esquerda, depois sempre em frente". Que caminho segues?Conheço bem as sinuosas linhas de teu destino obscuro. Por que caminhas tanto se teu destino é o vazio?
Não, tu não choras. Disso eu sei. Ris de quem chora a dor que tu trazes às suas mentes. Ri, lunático! Destrói a expressão de quem um dia sorriu. Desde a base até os dentes expostos.
Agora sente o que trouxe os gritos de desespero. Sente a dor de cada pescoço por ti pisado enquanto crescias às custas de quem sofria.
Ri, lunático, do teu Fim que se aproxima!
D.N.
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Aos que esperavam correção e estética, desculpe. Não passa de um desabafo.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Eloá, mídia e polícia.
Mais uma vez, fiquei indignado com a mídia brasileira. Definitivamente, é impossível entender qual é o papel dela e seus interesses.
Quando surgiu a história do seqüestro, eram interesses diversos de todas as partes.
A mídia, como sempre, contrariando. Perguntam em todos os programas de televisão: "Por que a polícia não atirou no seqüestrador?".
Eu tenho algumas respostas...
Nenhum policial quer ficar atrás das grades, por conta da incerteza enorme que existe aqui em relação a quem deve ser julgado e condenado.
Ainda que não fosse preso, profissional nenhum quer arriscar ser afastado da função tendo (provavelmente) uma família para sustentar.
A justificativa do comandante da operação considerava o fato de o criminoso ser jovem, sem antecedentes criminais e estar "apenas" perturbado emocionalmente.
Aí a imprensa caiu em cima, dizendo que isso não era justificativa, e vendo milhões de maneiras de os policiais atirarem no rapaz.
Agora, imaginemos que a polícia tivesse o matado, e a garota estivesse bem.
O que a mídia diria?
Não há dúvida alguma que o "Fantástico" gritaria aos ventos:
"Polícia abusa do poder e mata jovem de apenas 22 anos, sem antecedentes criminais, abalado por uma desilusão amorosa!".
Vai entender. É por isso que a mídia brasileira tanto me irrita. Parece que o papel do jornalismo que impera aqui é simplesmente "colocar lenha na fogueira", jogar o público contra tudo e todos!
Assim como ocorreu, querem destruir a polícia por não atirarem. Se atirassem, esse seria o problema.
Enfim, acho mesmo que isso foi uma lição. É óbvio que ninguém ia comprometer a própria carreira matando um rapaz que depois provavelmente acabaria sendo defendido por puro esporte.
Isso tudo sem contar que o policial poderia estar no lugar do criminoso, ou no olho da rua.
Que a justiça aprenda, com isso, a julgar como se deve e (nisso se inclui a mídia) defender quem merece.
Só podia dar nisso, em um país onde a mídia brinca de manipular quem bem entende.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
EQ em Trio: Nascimento.
Depois de algumas brincadeiras com o violão em alguns encontros da turma da Engenharia Química, surgiu a idéia de levar a música mais a sério e formar o EQ em Trio.Após um bom tempo me apresentando sozinho, com violão, voz (e coragem), me uni a Dirléia Lima e Marlon Soliman, colegas, em um projeto onde pretendemos, acima de tudo, experimentar. E ousar!
A idéia é basicamente utilizar elementos característicos de cada um de nós, e dar uma cara nova ao que vamos tocar, e não simplesmente tocar o que já existe tal qual foi feito.
De Caetano a Elis Regina, mostraremos quem somos, através das latentes influências que vão do metal à mpb.
Como em poucas vezes, a música será tratada novamente como arte.
A primeira apresentação do Trio será na noite de 08/11 (sábado).
Maiores informações serão postadas aqui nos próximos dias.
EQ em Trio é:
Diego Neves - Voz, violão e percussão
Dirléia Lima - Voz
Marlon Soliman - Violão, cavaco e percussão
Falando em música brasileira...
Ontem, tive a oportunidade (e a felicidade) de conhecer o trabalho solo de Rafael Bittencourt, renomado guitarrista brasileiro, conhecido pelo seu trabalho no Angra, ao lado de Kiko Loureiro.Além de um guitarrista excepcional, se mostrou sempre como o "cérebro" do Angra, principalmente depois da saída do Andre. Todas as melhores composições da banda têm, com certeza, uma marca da genialidade do Bittencourt.
Todas as letras do álbum Temple of Shadows (incluindo toda a trama envolvida), pra mim, é a obra-prima dele. Simplesmente impecável.
Do mesmo modo, classifico Brainworms - I. Nesse disco, ele grava inclusive os vocais, os quais são muito bons, por sinal. Sim, há músicas instrumentais também, claro!
Destaco principalmente a faixa denominada Primeiro Amor. Instrumental, apenas com um violão. Lindíssima, eu diria. Tudo bem, alguém apaixonado por violão é bem suspeito pra falar.
Mesclando simplicidade e genialidade, Rafael Bittencourt provou que os poucos bons exemplos que ainda temos na música brasileira ainda podem fazer diferença.
Álbum recomendadíssimo.
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